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Inteligência Artificial na Formação de Professores: desafios éticos, pedagógicos e culturais na Era Digital

A inserção da Inteligência Artificial (IA) na educação impõe a necessidade de repensar a formação inicial e continuada de professores, sejam do curso de Pedagogia entre todas as Licenciaturas, responsável pela preparação dos mediadores do processo educativo. Este trabalho discute, à luz da Política Nacional de Educação Digital (Lei nº 14.533/2023) e do Referencial de Saberes Digitais Docentes (MEC, 2024), as implicações pedagógicas, éticas e culturais do uso de ferramentas de IA generativa na formação docente. A escolha por articular a escrita acadêmica, reconhecida por seu rigor impessoal, com o gênero narrativo autobiográfico, que preserva a voz e a experiência da autora, decorre da compreensão de que o ato de pesquisar é também um exercício de autoria, sensibilidade e presença. Essa opção metodológica e estética permite que a experiência docente ganhe densidade epistemológica, inscrevendo o vivido como fonte legítima de conhecimento e diálogo com a ciência. Defende-se que a formação em Pedagogia deve integrar a IA de modo crítico, criativo e humanizador, desenvolvendo competências digitais, pensamento ético e compromisso com a inclusão sociotécnica. Assim, o desafio posto à educação contemporânea não é apenas técnico, mas também político e epistemológico: formar professores capazes de educar na e para a cultura digital, assegurando equidade, transparência e cidadania digital.