
Este ensaio tem como objetivo analisar a presença indígena na formação identitária de Nova Iguaçu a partir da valorização da toponímia, da memória coletiva e da linguagem de origem tupi. A fundamentação teórica em referenciais como Freire (1987), Henriques (2018) e Medeiros (2025), o trabalho destaca a importância da escuta sensível e do resgate de memórias comunitárias como estratégias formativas a partir da memória ancestral. O texto articula experiências de mobilização comunitária, estudos linguísticos e práticas pedagógicas em diferentes etapas da Educação Básica, propondo atividades que integram oralidade, ludicidade e pertencimento territorial. Ao final, defende-se que reconhecer a ancestralidade indígena inscrita nos nomes de bairros, rios e reservas ambientais é um ato de resistência cultural e de afirmação identitária, capaz de contribuir para a construção de uma educação crítica, antirracista e ambientalmente comprometida.
Como referenciar: MEDEIROS, Janiara de Lima. Capítulo 4: Linguagem e memória ancestral: o resgate da cultura dos povos originários na formação da identidade iguaçuana. Em: SANTOS, Regina Claudia Medeiros dos (ed.). Formação de professores: Práticas educativas na educação básica. Aluz Livros de Fluxo Contínuo[s.l.] : Repositório Acadêmico – Editora Acadêmica Aluz,2025. v. Volume Ip. 41–63. DOI: 10.51473/9rdf7r61. Disponível em: https://ebooks.editoraaluz.com.br/edu/catalog/book/4/chapter/51.


