“SEU INSENSÍVEL!”, “NOSSA, MEU ANJO…”: USOS DE POSSESSIVOS NÃO PREVISTOS EM MANUAIS DE ENSINO DE PL2E

O aluno de Português língua estrangeira que observe o seu entorno linguístico, seguramente, terá dúvidas a respeito da língua portuguesa que jamais serão sequer pensadas por um falante nativo. Pode, por exemplo, perguntar-se: (1) ao ouvir o nome do cantor brasileiro de samba, por que o estão chamando de Seu Jorge, o que significa esse seu?; (2) ao ouvir uma ofensa verbal, passando por uma rua, o que ele(a) quis dizer com seu ridículo? Por que não usou somente “ridículo”?; (3) ao ouvir um desconhecido falando com uma funcionária em uma repartição pública, se ela não é parente dele(a), por que ele(a) a chamou de “minha filha”? (4) ao ouvir a música que esteve tão em voga nos últimos meses: qual é o significado de “nossa, nossa”, na canção de Michel Teló? Assim, a proposta deste trabalho é tentar descrever quando se empregam possessivos sem valor de posse, por meio de pesquisa em gramáticas tradicionais, a fim de embasar possíveis explicações a esse aluno e verificar se manuais de PL2E abordam o assunto e de que forma o fazem.

Por: Capitão Célia Regina Rodrigues Gusmão – Exército Brasileiro

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