
O artigo apresenta um relato de experiência desenvolvido com estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental, no início do ano letivo de 2026, a partir de uma proposta de expressão das emoções por meio de desenhos.
Mais do que uma atividade de ambientação, a experiência revelou a importância de reconhecer as crianças em sua integralidade, valorizando suas expressões, seus sentimentos e suas formas de compreender e significar o mundo.
Fundamentada nas contribuições de Paulo Freire, Lev Vigotsky, Antonio Gramsci e Walter Benjamin, a reflexão reafirma a escola como espaço de acolhimento, diálogo, construção de vínculos e aprendizagem humanizada.
Escutar as emoções das crianças também é um ato pedagógico. É reconhecer que ensinar e aprender envolvem não apenas dimensões cognitivas, mas também afetivas, sociais e culturais. Afinal, antes de qualquer conteúdo, há sujeitos, histórias, sentimentos e possibilidades que precisam ser acolhidos.
Que possamos construir práticas pedagógicas cada vez mais sensíveis às infâncias, compreendendo a escuta como parte fundamental do compromisso ético, político e humano da educação.
Referência:
MEDEIROS, Janiara de Lima. A escuta das emoções como prática pedagógica: uma experiência de ambientação e diagnóstico no início do ano letivo. Revista Internacional Movimentos Docentes (MOVDOC), v. 3, p. 116–128, 2026.


